Resposta da Exposis enviada em 27/10/2009.
De: Paulo Castejón Guerra Vieira [mailto:paulo@osler.com.br]
Enviada em: Tuesday, October 27, 2009 15:22
Para: marcosksaad@gmail.com
Assunto: Re: Formulário de Contato
Prezado Sr. Marcos,
Recebemos com muita satisfação as quastões sobre a eficácia de nossos produtos.
São interações como essas que nos permitem passar conceitos técnicos tão importantes que, mais que proteger contra o desconforto e reações alérgicas das picadas, podem ser a diferença entre a vida e a morte quando falamos das doenças transmitidas por insetos como a dengue, a malária, a febre amarela, a febre maculosa e a leishmaniose, entre outras.
Como qualquer diagnóstico, tratamento médico ou prevenção neste caso, as experiências pessoais são muito importantes mas não devem se sobrepor ao rigor da literatura médica e seus métodos científicos.
Nos atendo à literatura, podemos concluir que existem muitas diferenças entre as marcas de repelentes disponíveis no mercado.
São quatro itens sobre os quais devemos nos debruçar:
1) O princípio ativo: são dois os princípios ativos indicados pela literatura como eficazes e seguros
a. icaridina, princípio ativo desenvolvido e fabricado pela Bayer AG na Alemanha e usado pelos repelentes Exposis.
b. DEET - dietiltoluamida, princípio ativo das marcas mais populares conhecidas no Brasil.
2) A concentração de princípio ativo: os produtos mais populares disponíveis no Brasil tem entre 6 e 14,5% de concentração da dietiltoluamida sendo que a concentração indicada pelo CDC de Altanta, maior referência mundial no controle e prevenção de doenças infecciosas é de 50%. No caso da icaridina a concentração indicada pelo CDC é entre 20 e 25%. Exposis tem 25% de icaridina.
3) Presença de perfume na fórmula:
Segundo a literatura médica, perfumes atraem insetos. Exposis é o único produto repelente disponível no Brasil que não contém perfume.
4) O modo correto de utilização:
a. a eficácia dos repelentes se dá pelo fato de que repelentes são substâncias irritantes para os insetos e evaporam impedindo que os insetos alcancem a pele. Por este motivo a ação de um repelente se limita à 4 cm. Uma simples aplicação na face não protege a nuca, por exemplo. É necessário que se aplique em todas as partes descobertas do corpo.
b. tanto como nos protetores solares, a tendência natural é passar menos que o necessário. Deve-se aplicar o repelente em abundância.
c. boa parte das picadas ocorre através das roupas: é necessário para uma proteção completa a aplicação de um repelente com o princípio ativo adequado, na concentração adequada, sem perfume, tanto na pele exposta quanto na face externa das roupas.
d. No caso relatado por você, em Ilhabela, com uma alta infestação de simulídeos (borrachudos), durante uma atividade física intensa, sudorese elevada e temperatura superior à 30ºC, é necessário reaplicações com mais freqüência. Indicamos uma reaplicação a cada 5 horas.
Ainda sobre a comparação entre o DEET e a icaridina, a literatura aponta a icaridina como mais eficaz e
Não se trata de nenhuma conclusão, mas suspeitamos que com sua experiência, embora a dietiltoluamida seja considerada menos eficaz que a icaridina, o produto foi aplicado com a adequação necessária.
Gostaria de recebe seus comentários sobre os conceitos aqui transmitidos.
Cordialmente,
--
Paulo Castejón Guerra Vieira
Diretor Técnico
Laboratoire Osler - Paris
www.exposis.com.br
Tel.: +55 11 3031 9484
Cel.: +55 11 9806 8252
Skype: pauloosler